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Doria compra direitos da música 'O Homem Disparou' para prévias e campanha presidencial

O que significa que outros candidatos não poderão usá-la.

16/11/2021 às 22h26
Por: Felipe Rosal
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 Doria compra direitos da música 'O Homem Disparou' para prévias e campanha presidencial

O jingle "O Homem Disparou", que virou hit nas eleições municipais de 2020, embalará a reta final da campanha do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), nas prévias presidenciais do PSDB.

A equipe do governador comprou os direitos da canção da banda pernambucana Vilões do Forró tanto para as prévias quanto para a eleição de 2022, o que significa que outros candidatos não poderão usá-la.

A letra, que originalmente fala sobre um candidato "querido, atencioso" que disparou em popularidade entre os eleitores, ganhou novos versos com contornos tucanos.

Na introdução, os dizeres "tamo junto, negada" deram lugar a "tamo junto, tucanada", enquanto o trecho "Nunca foi sorte / Sempre foi Deus" se transformou em "Nunca foi sorte / Sempre foi trabalho".

A paródia ainda celebra o fato de o governador ter capitaneado a vacinação contra a Covid-19 com a Coronavac, a primeira aplicada no país, substituindo o verso "trouxe a liberdade para o povo" por "trouxe a vacina para o nosso povo".

O jingle de Doria é acompanhado por um vídeo repleto de memes e que faz provocações ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que disputa com o paulista a indicação do PSDB para concorrer à Presidência em 2022.

Na peça, Leite é apresentado como um atleta de corrida em desvantagem em relação a Doria e também como o personagem de desenho animado Coiote, que tenta alcançar o personagem Papa-Léguas sem sucesso -sendo que este último aparece com o rosto do governador de São Paulo.

Nas eleições de 2020, o jingle pré-fabricado "O Homem Disparou" consagrou a campanha de diversos candidatos de todo o país. Na letra original, não há citação a qualquer nome ou número do candidato.

A música foi gravada em ritmo de pisadinha, variação do forró eletrônico mais acelerada e baseada em instrumentos como o teclado, que virou um fenômeno de popularidade no Nordeste nos últimos anos, quando bandas como a Barões da Pisadinha passaram a figurar entre as mais ouvidas do Brasil.

A música viralizou de forma rápida em grupos de aplicativos de mensagens e em redes sociais na internet. Oficialmente, o jingle já foi adaptado para candidatos de ao menos 220 cidades. Na época, o autor, César Araújo, estimou que número de versões podia ser até dez vezes maior, já que a maioria era feita sem autorização.

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