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Nova variante da Covid derruba bolsas, petróleo e criptomoedas

O temor de que uma nova variante do coronavírus possa ser resistente a vacinas

26/11/2021 às 15h46 Atualizada em 26/11/2021 às 15h53
Por: Felipe Rosal
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Nova variante da Covid derruba bolsas, petróleo e criptomoedas

O temor de que uma nova variante do coronavírus possa ser resistente a vacinas, o que exigiria medidas de contenção que vão afetar a economia, abala mercados financeiros pelo mundo ao longo desta sexta-feira (26), provocando fuga de ativos considerados mais arriscados. Bolsas, câmbio, criptomoedas, juros futuros e preços de commodities, especialmente o petróleo, são afetados.

Às 11h58, o Ibovespa, índice de referência para a Bolsa de Valores brasileira, recuava 3,64%, a 101.957. O dólar comercial avançava 0,61%, a R$ 5,5990. Na máxima do dia, a divisa chegou a saltar 1,38%, a R$ 5,6424.

As commodities mais importantes para o mercado brasileiro também sofriam o impacto, com destaque para a forte queda do petróleo. O barril do Brent recuava 5,25%, a US$ 77,90 (R$ 427,03). Os contratos futuros de minério de ferro desabaram 4,87%.

Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíam 2,55%, 1,37% e 1,32%, respectivamente.

O mercado de criptomoedas operava em baixa. O bitcoin afundava 7,73%, a US$ 54.633,05 (R$ 304.491,84).

Os juros futuros estavam em queda no Brasil e nos Estados Unidos devido à expectativa de que uma nova onda de contaminações atrase a retomada econômica, o que desaceleraria a inflação e faria as autoridades monetárias dos países reavaliarem suas perspectivas de elevação das suas taxas básicas.

"O pânico impõe cautela no meio dos investidores, que, temerosos pelo avanço da nova variante do vírus mundo afora, se afastam do risco e se refugiam nos ativos que representam segurança", escreveu Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora.

Na Ásia, o mercado de ações em Tóquio caiu 2,53%. A Bolsa de Hong Kong cedeu 2,67%. O índice CSI300 (Xangai e Shenzhen) recuou 0,74%.

O mercado acionário europeu caminhava para a pior sessão em mais de um ano. As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 2,97%, 3,77% e 3,10%.

O Stoxx 600 chegou a cair 3,6% mais cedo na sessão, enquanto a medida de volatilidade do principal mercado acionário atingiu máxima em quase dez meses.

Pouco se sabe sobre a variante, detectada na África do Sul, em Botswana e em Hong Kong, mas cientistas dizem que ela tem uma combinação atípica de mutações, que pode ser capaz de evitar respostas imunológicas e que seria mais transmissível.

O mercado acionário europeu já estava sob estresse nesta semana uma vez que o ressurgimento de casos de Covid-19 levou a novas restrições em vários países.

As ações da fabricante de avião Airbus, da operadora de shopping centers Unibail e da Safran caíam cerca de 10% cada.

As ações de viagem e lazer tinham queda de 3,9% depois de chegarem a despencar 7% quando o Reino Unido anunciou proibição temporária a voos da África do Sul e de vários países vizinhos. A União Europeia também planeja movimento similar.

Ações da China em baixa

As ações da China fecharam em baixa nesta sexta, refletindo a preocupação com a nova variante e os casos domésticos de Covid.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve queda de 0,74%, enquanto o índice de Xangai caiu 0,56%.

Na semana, o CSI300 perdeu 0,6%, mas o índice de Xangai teve ganho de 0,1%.

Uma série de casos locais de Covid-19 em algumas partes da China levou a cidade de Xangai a limitar as atividades turísticas e uma cidade próxima a cortar serviços de transporte público.

Isso derrubou as ações de turismo e as de consumo básico em 1,8% e 0,8%, respectivamente.

As ações relacionadas a semicondutores e de energia lideraram as perdas. Os subíndice imobiliário, de energia e de semicondutores caíram entre 1,2% e 2,8%.

Ações ligadas a turismo, bancos e commodities sofrem maior impacto nos EUA

Os futuros dos índices acionários dos Estados Unidos também caíam nesta sexta, com ações ligadas a viagens, bancos e commodities sofrendo o maior impacto.

As ações das principais operadoras aéreas caíam entre 5% e 6% antes da abertura do mercado, depois que a nova variante detectada na África do Sul levou a União Europeia, o Reino Unido e a Índia, entre outros, a anunciar controles mais rígidos de fronteira.

Bank of America Corp, Citigroup Inc, JPMorgan Chase & Co, Goldman Sachs, Wells Fargo & Co e Morgan Stanley caíam entre 3% e 4% uma vez que operadores reduziam suas apostas recentes em altas dos juros.

 

Os e-minis do Dow caíam 2,3% e os do S&P 500 recuavam 1,86%. Os e-minis do Nasdaq 100 tinham queda de 1,2%.

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