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Juíza é flagrada aos beijos com Presidiário condenado por matar policial

“Não tenho nenhuma relação sentimental com essa pessoa, não tenho laços pessoais. Estou fazendo um livro com essa pessoa por causa de sua história”, afirmou a magistrada.

06/01/2022 às 15h12
Por: Felipe Rosal
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Juíza é flagrada aos beijos com Presidiário condenado por matar policial

A magistrada Mariel Suárez, do Superior Tribunal de Justiça de Chubut (Argentina), deixou de ser uma juíza de reputação ilibada na província após um vídeo dela aos beijos com um condenado à prisão perpétua ser vazado nas redes sociais. 

O registro, que foi feito pelas câmeras de segurança do Instituto Penitenciário (IPP) em Trelew, mostra ela e Cristian Bustos aos beijos durante uma visita à prisão em que o homem cumpre pena por assassinar um policial.

O vazamento do vídeo causou grande repercussão negativa no país, já que a juíza foi uma das três responsáveis pelo julgamento de Cristian — e a única a votar contra a condenação perpétua e solicitar uma pena menor, mesmo com a confissão do homem em júri de que foi o responsável pela morte do policial Leandro Tito, ocorrida em 2008. Um processo administrativo foi aberto para apurar a “conduta inadequada” dela.

A visita de Suárez ao prisioneiro ocorreu em 29 de dezembro, apenas uma semana após Cristian ser condenado à prisão perpétua. Antes mesmo do vazamento, o Superior Tribunal de Justiça de Chubut foi avisado pelos responsáveis pelo IPP sobre o ocorrido. De acordo com o jornal local Diario Jornada, o oficial de plantão flagrou os dois se beijando dentro de uma sala de aula do presídio e contou aos superiores sobre a conduta da juíza.

Com isso, um processo administrativo foi instaurado pelo Poder Judiciário para apurar os fatos. “Das informações comunicadas pelo IPP, verifica-se que a juíza se envolveu em conduta indevida em relação a um magistrado. O processo visa elucidar as circunstâncias da reunião entre a juíza e o condenado, o teor da reunião, a sua duração e suas características, que podem implicar em violações da Lei de Ética Pública e/ou do Regimento Geral do Judiciário”, disse em nota o Superior Tribunal de Justiça.

Juíza nega relação sentimental e diz que escreverá livro sobre a história do condenado

Procurada pela imprensa local, a juíza Suárez minimizou o beijo e afirmou que visitou o condenado porque irá escrever a história dele e publicá-la em um livro. “Não tenho nenhuma relação sentimental com essa pessoa, não tenho laços pessoais. Estou fazendo um livro com essa pessoa por causa de sua história”, afirmou a magistrada.

Ela também disse que “cumpriu bem meu papel de juíza” e que encontrou o condenado por acaso. “Foi a primeira vez que o vi e conversamos sobre isso [a sentença]. Eu esbarrei nele, disse que ia marcar uma entrevista com ele e disse que ia escrever um livro. Ele me contou coisas pessoais e me mostrou suas tatuagens”, contou.

Suárez ainda afirmou que Cristian “ficou muito feliz com o projeto” e que ajudará ela a “fazer um jornalismo investigativo”.

 

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